"Sonhos e sorrisos"
Sempre acreditei que o amor existia, tal como os sonhos.
Nos sonhos jamais deixarei de acreditar, porque é deles que me alimento, que suspiro e que vivo.
Já o amor pode ser traiçoeiro, descartável e desprezível.
Cheguei a cavar buracos, bem fundos, para enterrar memórias e desilusões, palavras duras como pedras e silêncios que me disseram tanto.
Teimosa ou persistente, sempre tive o hábito em desentortar os meus caminhos, em construir castelos sem pensar nos ventos. Busco verdades enquanto
elas fogem de mim. Mas para quê saber das verdades? Quais verdades? A maior verdade foi a felicidade, ou a infelicidade, que me foram traçadas no berço.
Acredito no poder do meu sorriso, mesmo que por vezes ande às cegas a tentar acertar os meus passos, porque só assim serei retribuída da mesma forma, sem
perder a esperança e a alegria de cada dia.
Na Terra do Nunca com Inês Massano
domingo, 11 de agosto de 2019
"Maria Hilda"
"Maria Hilda"
Aprendi a rir de mim mesma, a não guardar rancor e a dizer o que penso. Sempre vivi abraçada à emoção, hoje, já me dou melhor com a razão. Divirto-me com as coisas mais simples da vida, porque só assim me torno mais leve e solta. Aprendi a viver com as lembranças que me fazem sorrir, porque são elas o melhor remédio para a alma.
Para mim, hoje em dia, é muito difícil dizer quem sou. É mais fácil falar de quem eu era ou quem fui...
Foi o passado que me moldou, que me fez percorrer um caminho, que me fez ser quem sou. Mas quem sou eu?
Sou alguém que vive entre a fantasia e o mundo real. Alguém que não se identifica com os comuns dos mortais. Alguém que gosta de ajudar, sonhar e de cometer "loucuras" saudáveis para se manter viva.
Houve alguém muito próximo de mim que me disse, há muito pouco tempo, que eu era igual à minha bisavó, Maria Hilda. Sempre me apaixonei pelas histórias que contavam dela. Viveu nos loucos anos 20.
Pintora e Artista Plástica, viveu com a mesma ousadia, criatividade e "loucura".
Hoje, foi comigo à minha exposição, mas não tive coragem de tirar o seu retrato da minha mala. Gostava de a ter mostrado aos presentes a grande Mulher à qual sou comparada. Não tive coragem, por motivos vários, mas não faz mal...
Hoje, saiu de casa e, orgulhosa, foi ver a exposição da bisneta.
Senti-a por perto.
Aprendi a rir de mim mesma, a não guardar rancor e a dizer o que penso. Sempre vivi abraçada à emoção, hoje, já me dou melhor com a razão. Divirto-me com as coisas mais simples da vida, porque só assim me torno mais leve e solta. Aprendi a viver com as lembranças que me fazem sorrir, porque são elas o melhor remédio para a alma.
Para mim, hoje em dia, é muito difícil dizer quem sou. É mais fácil falar de quem eu era ou quem fui...
Foi o passado que me moldou, que me fez percorrer um caminho, que me fez ser quem sou. Mas quem sou eu?
Sou alguém que vive entre a fantasia e o mundo real. Alguém que não se identifica com os comuns dos mortais. Alguém que gosta de ajudar, sonhar e de cometer "loucuras" saudáveis para se manter viva.
Houve alguém muito próximo de mim que me disse, há muito pouco tempo, que eu era igual à minha bisavó, Maria Hilda. Sempre me apaixonei pelas histórias que contavam dela. Viveu nos loucos anos 20.
Pintora e Artista Plástica, viveu com a mesma ousadia, criatividade e "loucura".
Hoje, foi comigo à minha exposição, mas não tive coragem de tirar o seu retrato da minha mala. Gostava de a ter mostrado aos presentes a grande Mulher à qual sou comparada. Não tive coragem, por motivos vários, mas não faz mal...
Hoje, saiu de casa e, orgulhosa, foi ver a exposição da bisneta.
Senti-a por perto.
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