"Maria Hilda"
Aprendi a rir de mim mesma, a não guardar rancor e a dizer o que penso.
Sempre vivi abraçada à emoção, hoje, já me dou melhor com a razão.
Divirto-me com as coisas mais simples da vida, porque só assim me torno
mais leve e solta. Aprendi a viver com as lembranças que me fazem sorrir, porque são elas o melhor remédio para a alma.
Para mim, hoje em dia, é muito difícil dizer quem sou. É mais fácil falar de quem eu era ou quem fui...
Foi o passado que me moldou, que me fez percorrer um caminho, que me fez ser quem sou. Mas quem sou eu?
Sou alguém que vive entre a fantasia e o mundo real. Alguém que não se
identifica com os comuns dos mortais. Alguém que gosta de ajudar, sonhar
e de cometer "loucuras" saudáveis para se manter viva.
Houve alguém
muito próximo de mim que me disse, há muito pouco tempo, que eu era
igual à minha bisavó, Maria Hilda. Sempre me apaixonei pelas histórias
que contavam dela. Viveu nos loucos anos 20.
Pintora e Artista Plástica, viveu com a mesma ousadia, criatividade e "loucura".
Hoje, foi comigo à minha exposição, mas não tive coragem de tirar o seu
retrato da minha mala. Gostava de a ter mostrado aos presentes a grande
Mulher à qual sou comparada. Não tive coragem, por motivos vários, mas
não faz mal...
Hoje, saiu de casa e, orgulhosa, foi ver a exposição da bisneta.
Senti-a por perto.

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